Fala Boleiros, beleza?
Bom hoje iremos relembrar o Momento Marcante: No último lance do jogo!
Era o último lance do jogo. A chance que não poderia ser desperdiçada. Quase 90 mil torcedores assistiam a tudo aquilo sem piscar, sem olhar para o lado, quase sem respirar. A maior parte, cruzeirense, jogava todas as vibrações positivas possíveis nos ombros e pés do jovem Geovanni, tido como garoto prodígio pelos mineiros. Ele tinha a missão de colocar a bola no fundo do gol de Rogério Ceni e dar a terceira taça da Copa do Brasil ao clube azul. Do lado tricolor, se fosse possível colocar toda a comissão técnica na barreira, eles colocariam. Nunca o São Paulo havia vencido o torneio. E nunca o time esteve tão perto. Por minutos. Ou segundos? O placar em 1 a 1 era todo paulista, afinal, o 0 a 0 da ida aliado ao regulamento que dava peso maior aos gols marcados fora de casa nem exigiam uma vitória são-paulina. Além de tudo isso, o esquadrão de Levir Culpi tinha a chance de ouro de voltar à Copa Libertadores pela primeira vez desde 1994. Os nervos estavam à flor da pele. Müller, ex-tricolor, gritava para Geovanni chutar forte porque, com aquela confusão danada dentro da área, a barreira iria abrir de alguma maneira. Parecia dom de premonição. Enquanto os membros do muro humano brigavam com o árbitro e discutiam a distância (que dava menos de 8 metros!), Geovanni ficava ali, parado, concentrado, pensando no que o colega havia dito e no que fazer. Quando o juiz apitou, o garoto correu, a barreira abriu, e a bola foi no canto esquerdo do gol de Rogério Ceni. Delírio no Mineirão. Emoção do lado azul. Emoção, de tristeza, do lado tricolor. O contraste entre a imagem de Rogério ajoelhado, quase em prantos, e Geovanni correndo diante da torcida cruzeirense eram a prova viva do quão improvável pode ser uma partida de futebol. Segundos depois, o São Paulo quase empatou, mas o goleiro André salvou em cima da linha. A noite era mesmo do Cruzeiro, copeiro Cruzeiro. Para desespero do São Paulo, com um bom time, mas vivendo um inferno astral que nenhum tricolor gosta de lembrar.





