Fala Boleiros, beleza?
Bom hoje vamos falar sobre os jogadores de linha que foram goleiros por 1 dia.
Gaúcho (Palmeiras)
É um desses casos bizarros mais antigos. Aconteceu em 1988, durante a Copa União. Palmeiras e Flamengo se enfrentaram quando apenas duas substituições eram permitidas. O time paulista gastou as duas e ficou em situação complicada quando Zetti quebrou a perna nos minutos finais de jogo. O atacante Gaúcho resolveu ir para o gol, mas a princípio a experiência não deu certo, pois Bebeto marcou, de cabeça, o gol no arqueiro improvisado.
A partida foi para os pênaltis. Foi então que Gaúcho não teve dúvidas e até prometeu para a televisão:
"Agora eu vou pegar. Nós vamos ganhar!".
As cobranças aconteceram e ele primeiro defendeu a cobrança de Aldair. Depois, converteu também o seu próprio chute. E o heroísmo não parou por aí: Zinho foi outro que chutou para a defesa de Gaúcho, que saiu consagrado da partida.
Edmundo (Vasco)
Essa história é menos engraçada que as outras e terminou até com lágrimas do atacante-goleiro. Em um ano triste para o Vasco, uma das cenas mais marcantes foi quando o ídolo Edmundo teve que ir para o gol.
Em setembro de 2008, Tiago foi expulso após cometer pênalti em Guilherme e o Animal resolveu chamar a responsabilidade, já que o time não podia mais fazer o goleiro reserva entrar em campo. Ele não conseguiu defender a cobrança, mas pelo menos não sofreu outros gols nos mais de quinze minutos restantes.
Ao final, Edmundo não segurou as lágrimas e desabafou para os microfones, ainda em campo, enquanto a torcida gritava seu nome.
"A gente é roubado em tudo quanto é lugar. A gente não merece isso aqui não. A gente vem aqui e treina todo dia, de manhã e de tarde. Isso é muito humilhante pra mim", declarou.
O final dessa história é lembrado por qualquer vascaíno: o time foi rebaixado e sofreu as consequências de uma década terrível. Só agora o clube tem conseguido se reerguer aos poucos, enquanto Edmundo virou comentarista da TV Bandeirantes. Veja o vídeo completo desse momento:
Gustavo Nery (São Paulo)
É outro caso de jogador que sempre foi colocado para jogar em diferentes posições e acabou exagerando na dose. Em um confronto contra a Ponte Preta, o suposto lateral-esquerdo teve que substituir ninguém menos do que Rogério Ceni.
O duelo aconteceu em 2003 e a expulsão do maior “goleiro-artilheiro” da história foi decisiva. O São Paulo vencia o jogo até ali, assumindo inclusive a liderança do Campeonato Brasileiro daquele ano.
Porém, com o "lateral-goleiro", o time sofreu um gol de Rafael Santos aos 45 minutos do segundo tempo e o jogo terminou empatado. Nem sempre a versatilidade é um bom negócio.
Caio (Flamengo)
Sim, muito antes de pagar micos como comentarista do Globo Esporte de São Paulo, o atacante Caio Ribeiro passou pelo teste de virar goleiro por um dia. Em setembro de 1999, Clemer, quando ainda era goleiro do Flamengo, foi expulso por ter defendido uma bola fora da área e impedir um gol do Gama.
Caio, que tinha acabado de entrar no jogo e queimado a terceira substituição do time, foi o escolhido para substituí-lo. Os cariocas formaram uma retranca que protegeu bem seu "atacante-goleiro" e ele ficou invicto nos dez minutos finais do jogo, garantindo o empate por 1 a 1 no placar final.
Bom essa foi a postagem de hoje, espero terem curtido!








