Bom, hoje vamos eleger o melhor defensou da história.
10° Franco Baresi
Baresi era um mero coadjuvante, mas estava lá: foi campeão do mundo em 1982, sem sequer entrar em campo pela Azzurra. Deixado de lado por Enzo Bearzot em 1986, que o via como um meio-campista, o craque teve sua grande chance em 1990. Era o líder de uma defesa praticamente intransponível, mas caiu em casa diante da atuação impossível de Maradona em Nápoles, eliminando a Itália nas semifinais. Por fim, Baresi lutava contra as lesões na Copa de 1994. Depois de duas partidas na primeira fase, voltou apenas para a final. Fez uma partida estupenda contra o Brasil, um dos principais responsáveis pelo 0 a 0 no placar. Pena que a tarde gigantesca do líbero foi manchada pelo pênalti perdido no início da disputa.
9° Djalma Santos
Djalma Santos é um dos únicos jogadores a ter sido eleito para a seleção de três Copas do Mundo, ao lado de Beckenbauer. Diz muito sobre a representatividade de um dos melhores laterais da história, por sua solidez e regularidade. O primeiro grande momento veio ainda em um fiasco do Brasil, jogando muito bem em 1954, apesar da eliminação brasileira para a Hungria. Quatro anos depois, ganhou uma oportunidade apenas na final. Mas sua atuação contra a Suécia foi tão convincente que acabou entrando no 11 ideal.
Tarimbado, Djalma Santos foi intocável na campanha do bicampeonato em 1962. A regularidade do defensor contou muito para a vitória do Brasil, especialmente ao enfrentar ataques potentes como o da Espanha e da Inglaterra. Sua despedida veio em 1966, quando o veterano atuou em dois dos três jogos do Brasil na eliminação precoce na fase de grupos. Foi a última participação, antes de ser substituído à altura por Carlos Alberto, outro monstro sagrado da posição.
8º Cafu
Cafu nunca foi eleito pela Fifa como o melhor lateral direito de uma Copa do Mundo. Méritos de Lilian Thuram em 1998 e erro da entidade em 2002. O lateral direito brasileiro se tornou sinônimo dos Mundiais ao se tornar o único a disputar três finais da competição. Assumiu a responsabilidade em 1994, era uma peça importante em 1998 e se tornou líder em 2002. Suas subidas ao lado de Roberto Carlos pelos lados do campo eram fundamentais para a Seleção no torneio da Coreia do Sul e do Japão. Por fim, levantar a taça foi apenas a merecida coroação. Em 2006, a idade pesou e não foi tão marcante, mas sua história já estava escrita.
7° Ruud Krol
Johan Cruyff era o motor do Carrossel Holandês. A organização defensiva, no entanto, dependia muito de Ruud Krol. Era pelo camisa 12 que começava a construção do jogo da Oranje, assim como a mudança no posicionamento que tanto atordoava os ataques adversários. Versátil, podia atuar em qualquer posição da linha de zaga, embora permanecesse majoritariamente na lateral esquerda em 1974. Foi o único intruso em uma defesa quase inteiramente alemã na seleção ideal daquele Mundial. Já em 1978, seguiu como um dos pilares holandeses na campanha na Argentina, assumindo a braçadeira e se fixando como líbero. Outra vez acabou entre os melhores da Copa.
6º Bobby Moore
Bobby Moore é um símbolo de liderança no futebol inglês. Uma imagem construída pelo zagueiro essencialmente nas Copas do Mundo. Começou sua trajetória em 1962, caindo nas quartas de final contra o Brasil. Já em 1966, foi um dos protagonistas da fortíssima defesa que ajudou demais os Three Lions na conquista. Como prêmio, teve a honra de levantar a Jules Rimet no Wembley lotado. E nem mesmo os problemas extracampo em 1970, quando foi acusado do rouba de uma joia dias antes do Mundial, atrapalharam suas grandes atuações – segundo colocado na Bola de Ouro.
5° Fabio Cannavaro
A carreira de Cannavaro em Mundiais possui suas frustrações. Mesmo parceiro de monstros como Maldini e Nesta, frustrou-se com as eliminações para a França em 1998 e para a Coreia do Sul em 2002 – partida na qual sequer esteve em campo. Já em 2010, em fim de carreira, pouco fez para evitar a vexatória eliminação na primeira fase. Entretanto, o que Cannavaro foi capaz de jogar em 2006, poucos defensores conseguiram igualar. Era o coração da Azzurra que, mesmo perdendo Nesta, se manteve praticamente intransponível graças à liderança do capitão e de Buffon. Zidane ganhou o prêmio de melhor daquela Copa, por motivos óbvios. Mas a vitória do italiano na Bola de Ouro também foi muito compreensível, pela maneira como simbolizou a grande campanha italiana no Mundial de 2006.
4º Paul Breitner
Breitner era um lateral esquerdo arrojado em 1974. Um jovem que assumiu a responsabilidade como poucos e foi uma das estrelas da Alemanha ao desbancar a Holanda. Seu gol na decisão é o mais célebre, mas o ofensivo defensor também foi capaz de abrir o caminho no duro jogo contra a Iugoslávia na segunda fase. A volta de Breitner aos Mundiais aconteceu apenas em 1982. Naquela campanha, já envelhecido, não foi tão brilhante ao atuar no meio-campo, ainda que tenha marcado o gol de consolação do Nationalelf na decisão contra a Itália. Por tudo o que jogou em 1974, entretanto, cravou seu nome na história.
3º – Nilton Santos
Nilton Santos era apenas uma jovem promessa na Copa de 1950. Entretanto, que muitos acreditavam ter bola para ser titular. Passou a competição toda apenas no banco, um lamento para aqueles que acreditavam que o lateral poderia brecar Ghiggia na fatídica final. Em 1954, o primeiro Mundial como titular. Acabou marcado por ter sido um dos expulsos na Batalha de Berna contra a Hungria. A redenção veio em 1958 e 1962. Para ser lembrado para sempre.
A adoção do 4-2-4 apenas beneficiou Nilton Santos. Era o lateral esquerdo já moderno, com suas famosas subidas ao ataque sendo uma das válvulas de escape para o Brasil, se combinando por aquele lado com o operário Zagallo. Indiscutivelmente foi o melhor lateral daquele Mundial, com o primeiro título do Brasil. Em 1962, sua última Copa não foi tão brilhante, veteraníssimo. Sua experiência, entretanto, valeu muito, principalmente no fatídico lance contra a Espanha, quando evitou um pênalti com um passo para fora da área.
2º Roberto Carlos
O gol de Thierry Henry não foi a melhor maneira de Roberto Carlos encerrar sua participação em Copas. Afinal, foi o pior momento em uma trajetória brilhante, especialmente por seus dois primeiros Mundiais. Em 1998, era um dos pilares da seleção brasileira rumo à decisão. Já em 2002, fazia parte do grupo de gênios que levaram o Brasil ao pentacampeonato. Sua cobrança de falta contra a China é o momento mais emblemático da campanha que levou o camisa 6, pela segunda vez, a ser apontado como o melhor lateral direito de uma Copa. Naquele ano, também ficou em segundo na Bola de Ouro, atrás apenas de Ronaldo.
1º Franz Beckenbauer
Até parece injustiça pensar que Beckenbauer nunca conquistou o prêmio de melhor jogador da Copa do Mundo. Porque, por qualquer uma de suas três participações, o Kaiser já merecia ao menos um espaço nesta lista. Como foi capaz de impressionar em três, é um verdadeiro mito dos Mundiais. A história começou a ser escrita em 1966, quando era um dos meio-campistas do Nationalelf. Por isso mesmo, teve o seu desempenho mais ofensivo. Foi o vice-artilheiro alemão com quatro gols, incluindo um decisivo na semifinal contra a União Soviética, mas caiu para a Inglaterra na decisão.
Em 1970, já era o líbero do time. E teve uma das atuações mais lendárias da história, contra a Itália nas semifinais. Mesmo com o ombro imobilizado, seguiu em campo comandando a Alemanha, que não resistiu à Itália. Pela segunda vez, foi eleito para a seleção da Copa. A glorificação, por fim, veio em 1974. O capitão da Alemanha ajudou a carregar o time até a final, quando anulou o Carrossel Holandês. Eternizou-se ao levantar a taça, para ser ainda mais lembrado pela enorme campanha. Como técnico, ainda seria vice em 1986 e campeão em 1990.
Bom definitivamente o defensor Franz Beckenbauer é o e melhor do mundo.















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